segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Ele é a lenda.



Em meio a uma das maiores crises econômicas dos EUA surge uma esperança. Uma esperança que ultrapassa a barreira das raças, que não enxerga cor, credo ou nacinalidade. Afinal, quem carrega o estandarte da esperança é Barcack (nome africano) Hussein (sobrenome árabe) Obama (nome popular na tribo queniâna dos descendentes de seu pai). Filho da globalização, da mistura racial.
Praticamente um século e meio depois de Abraham Lincoln, presidente que defendia a abolição da escravatura, de um país dividido sobre o tema, Obama se torna o primeiro presidente negro no país da Ku Klux Klan (organização racistas dos Estados Unidos que apóiam a supremacia branca e o protestantismo).
Freqüentemente, Obama e Lincoln são comparados: ambos foram advogados e senadores por Illinois, embora Lincoln fosse republicano (moderado). Além do fato de que o povo não sabia tanto sobre Lincoln, da mesma forma que não sabiam muito sobre Obama.
Entretanto, com seu ar sério e carismático e discurssos bem estruturados Barack fez os americanos o conhecerem melhor e acreditar nos ideais de união, liberdade e trabalho duro para fazer valer a frase usada no período de campanha “Sim, nós podemos”.
Sim, eles podem. Um país que foi capaz de romper as barreiras do preconceito racial que o divide praticamente desde a época em que ainda era apenas uma colônia da Inglaterra é capaz de muitas coisas. O EUA nunca mais será o mesmo depois de Obama.
Obama já fez história ao ser eleito, resta saber agora se modificará a história como um presidente que, com a maior economia do mundo em suas mãos, promoverá progresso e mais igualdade ou seguirá o mesmo curso, questionável muitas vezes, dos últimos presidentes.

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