Projetar-se é estar disposto a relacionar com o futuro, é começar a fazê-lo, e só há um momento de fazer o futuro - no presen
te. O futuro é o que viveremos como presente, quando ele chegar. E que já está presente, no projeto que dele fazemos. Pode parecer complicado, mas trata-se de algo que se constata em nossa vivência do cotidiano.
Entretanto, temos dificuldade de perceber o que nos cerca. A rotina diária, que por vezes não é a almejada, se torna algo desgastante, enfadonho, recobre nossa visão de uma névoa psicológica que não nos permite enxergar a presença de certas coisas em nossas vidas, dentre elas o nosso próprio corpo. Walter Benjamin nos diz que o mais esquecido de todos os estranhos é o nosso corpo, o nosso próprio corpo.
A medicina oriental, incluindo nelas as técnicas milenares da India, China e Japão, levou muito tempo para percorrer o globo e chegar ao ocidente. O interesse por outros sistemas médicos e práticas terapêuticas pode ser localizado, em sua fase inicial, no desdobramento dos movimentos de contracultura, originados em especial nos Estados Unidos e países da Europa, principalmente a partir da década de 1960. De tendência naturista e antitecnológica, esses movimentos seduziram segmentos da população jovem e intelectual, que passaram a valorizar aspectos culturais do Oriente, principalmente da Índia e da China.
No Brasil, os movimentos de contracultura atingiram principalmente as camadas jovens dos grupos intelectuais sócio-economicamente favorecidos. No entanto, a abordagem naturista e antitecnológica presente nesses movimentos veio a encontrar pontos de contato com a tradição popular, que atribui significativa importância a aspectos espirituais na determinação do adoecimento e tem grande apreço pelos recursos naturais de cura. Nessa perspectiva sócio-cultural, uma ampla parcela da sociedade, com representação em todas as classes, tendia a simpatizar com, e eventualmente a adotar, outros sistemas terapêuticos. È sobretudo nos extremos sociais que se verificava maior impermeabilidade às "medicinas naturais", por desconhecimento das mesmas e também por adesão ideológica à medicina dominante, traduzida na fé na ciência e na tecnologia.
A aceitação da eficácia das terapias alternativas, como a medicina chinesa, foco deste projeto, mesmo em sua ação sobre a dor, vem ocorrendo, em larga medida, independentemente do progresso do conhecimento médico sobre os seus mecanismos de ação. A constatação de sua efetividade e eficácia, por parte de pacientes e terapeutas, tem sido, em nosso entendimento, o principal fator a motivar sua adoção e expansão nos serviços e instituições relacionadas a saúde.
Atualmente as “medicinas alternativas” são mais buscadass por todas as camadas da população, tendo-se difundido das mais cultivadas para as menos educadas formalmente. Sistemas médicos como a homeopatia e a medicina tradicional chinesa, mais conhecidos entre nós que a ayurveda, tenderam a ser institucionalizados e inseridos nos serviços públicos de saúde no Brasil, apesar de resistências oriundas da corporação médica.
te. O futuro é o que viveremos como presente, quando ele chegar. E que já está presente, no projeto que dele fazemos. Pode parecer complicado, mas trata-se de algo que se constata em nossa vivência do cotidiano.Entretanto, temos dificuldade de perceber o que nos cerca. A rotina diária, que por vezes não é a almejada, se torna algo desgastante, enfadonho, recobre nossa visão de uma névoa psicológica que não nos permite enxergar a presença de certas coisas em nossas vidas, dentre elas o nosso próprio corpo. Walter Benjamin nos diz que o mais esquecido de todos os estranhos é o nosso corpo, o nosso próprio corpo.
A medicina oriental, incluindo nelas as técnicas milenares da India, China e Japão, levou muito tempo para percorrer o globo e chegar ao ocidente. O interesse por outros sistemas médicos e práticas terapêuticas pode ser localizado, em sua fase inicial, no desdobramento dos movimentos de contracultura, originados em especial nos Estados Unidos e países da Europa, principalmente a partir da década de 1960. De tendência naturista e antitecnológica, esses movimentos seduziram segmentos da população jovem e intelectual, que passaram a valorizar aspectos culturais do Oriente, principalmente da Índia e da China.
No Brasil, os movimentos de contracultura atingiram principalmente as camadas jovens dos grupos intelectuais sócio-economicamente favorecidos. No entanto, a abordagem naturista e antitecnológica presente nesses movimentos veio a encontrar pontos de contato com a tradição popular, que atribui significativa importância a aspectos espirituais na determinação do adoecimento e tem grande apreço pelos recursos naturais de cura. Nessa perspectiva sócio-cultural, uma ampla parcela da sociedade, com representação em todas as classes, tendia a simpatizar com, e eventualmente a adotar, outros sistemas terapêuticos. È sobretudo nos extremos sociais que se verificava maior impermeabilidade às "medicinas naturais", por desconhecimento das mesmas e também por adesão ideológica à medicina dominante, traduzida na fé na ciência e na tecnologia.
A aceitação da eficácia das terapias alternativas, como a medicina chinesa, foco deste projeto, mesmo em sua ação sobre a dor, vem ocorrendo, em larga medida, independentemente do progresso do conhecimento médico sobre os seus mecanismos de ação. A constatação de sua efetividade e eficácia, por parte de pacientes e terapeutas, tem sido, em nosso entendimento, o principal fator a motivar sua adoção e expansão nos serviços e instituições relacionadas a saúde.
Atualmente as “medicinas alternativas” são mais buscadass por todas as camadas da população, tendo-se difundido das mais cultivadas para as menos educadas formalmente. Sistemas médicos como a homeopatia e a medicina tradicional chinesa, mais conhecidos entre nós que a ayurveda, tenderam a ser institucionalizados e inseridos nos serviços públicos de saúde no Brasil, apesar de resistências oriundas da corporação médica.

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