“È necessário ter conhecido Martin Buber pessoalmente para se compreender num instante a filosofia do encontro, esta síntese do evento e da eternidade”.
Gaston Bachelard.
Nasceu em 8 de fevereiro de 1878 na cidade de Viena.
Após a separação de seus pais, passou a infância em Lemberg, na Galácia, com seus avós. Onde experimentou a mistura da tradição judaica e o espírito liberal da Haskalah.
Em 1816 matriculou-se no curso de filosofia e história da arte, na universidade de Viena.
Em 1901 entrou na Universidade de Berlim, onde foi aluno de Dilthey e G. Simmel.
Em Leipzig e Zurich dedicou-se ao estudo de psiquiatria e sociologia.
Em 1904 recebeu em Berlim o titulo de doutor em filosofia.
Foi participante ativo dos primeiros congressos do movimento sionista. Algum ano mais tarde, rompeu com o movimento, chefiando uma revolta de cisão no seio do movimento, por discordar da orientação do presidente fundador Theodor Herzel.
De 1916 a 1924 foi editor do jornal “DER JUDE”.
Em 1923 foi nomeado professor de História das religiões e Ética Judaica, na universidade de Frankfurt.
De 1933, quando foi destituído do cargo pelos nazistas, até 1938 Buber permaneceu em Heppenhein.
Em 1938, aos 60 anos, aceitou o convite da Universidade Hebraica de Jerusalém, para lá ensinar sociologia.
Morreu em Jerusalém a 13 de junho de 1965.

· Na sua obra de maturidade, Eu e Tu, Buber realiza uma fenomenologia da relação, cujo principio ontológico é a manifestação do ser ao homem que o intui imediatamente pela contemplação. A palavra, como portadora do ser, é o lugar onde o ser se instaura como revelação.
· Buber trabalha na categoria ontológica da idéia do “entre” (zwischen).
· Trabalha com duas noções de palavras-princípio. Eu e Tu que é o esteio da vida dialógica. E Eu e Isso, que instaura o mundo das coisas.
· Para Buber os papéis que o Tu e o Isso assumem depende do entre. O Isso pode tanto ser uma coisa quanto uma pessoa, o Tu também pode ser entendido como pessoa, como uma árvore, um livro, um sentimento, e um Tu maior que seria Deus.
· Não há para Buber um Eu em si, ele só se da nas relações Eu e Tu e Eu e Isso. È importante ressaltar que o Eu das relações ditas anteriormente são diferentes, afinal a relação é diferente.


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